Autodiagnóstico em três passos
A maioria dos pedidos que recebemos acaba por ser resolvida por quem os abriu, assim que sabe onde procurar. Percorra três camadas por ordem e, na maior parte dos casos, encontrará a causa antes de precisar de nós. Comece pela camada de rede: peça o seu manifesto com um cliente HTTP simples e leia o código de estado. Um 403 ou uma página de verificação significa que algo à frente do WordPress está a bloquear o pedido, e nenhuma configuração da extensão resolverá isso.
Se o estado estiver correto, passe à camada de conteúdo. Compare aquilo que o painel da extensão diz ter publicado com o ficheiro que está efetivamente a ser servido. Uma discrepância aqui deve-se quase sempre à cache: na camada do WordPress, na do alojamento ou na CDN. Limpe as três e volte a verificar antes de concluir seja o que for.
Só se ambas as camadas estiverem limpas é que vale a pena olhar para a configuração. Nesse ponto a questão raramente é se o protocolo funciona, mas se está a descrever corretamente o seu site: tipo de organização errado, catálogo vazio ou endpoints a apontar para páginas que já não existem.
Falhas comuns e o que as provoca
| Sintoma | Causa mais provável |
|---|
| O manifesto devolve 404 | Ligações permanentes não regeneradas após a ativação, ou conflito de regras de reescrita com outra extensão |
| O manifesto devolve 403 ou uma página de verificação | Regra de WAF ou de proteção contra bots a rejeitar clientes que não sejam navegadores |
| As alterações de conteúdo não aparecem | Cache de página ou de edge a servir uma cópia desatualizada |
| O catálogo está vazio | Nenhum tipo de conteúdo selecionado, ou os tipos selecionados não têm itens publicados |
| A pontuação baixou sem alterações de conteúdo | Uma nova extensão de segurança, de cache ou de otimização a alterar a resposta |
Tempos de resposta e gravidade
Nem todos os problemas têm o mesmo peso, por isso classifique-o antes de escrever. Uma falha que impede por completo os agentes de lerem o site — um manifesto que devolve um erro de servidor, por exemplo — é urgente, porque cada dia que persiste é um dia em que o site é mal representado nas fontes de que os agentes dependem. Um campo em falta no catálogo ou uma descrição de serviço pouco precisa são uma melhoria e não uma falha, e podem esperar pelo próximo ciclo de atualização.
Essa classificação decide também o que fazer enquanto espera. Perante uma falha bloqueante, devolva primeiro o site a um estado estável — desative temporariamente o componente responsável — e prossiga a investigação depois. Perante uma não bloqueante, deixe tudo exatamente como está: reproduzir uma falha parcialmente corrigida demora mais do que diagnosticar uma que continua ativa.
O que incluir quando nos contactar
Quatro elementos transformam uma troca de dois dias numa resposta única: o URL exato que testou, a resposta em bruto que recebeu incluindo o código de estado, a data e a hora em que o comportamento começou e a lista do que mudou no site nos dias anteriores. O último ponto conta mais do que se imagina — a grande maioria das falhas súbitas tem origem na atualização de uma extensão, numa alteração do alojamento ou numa nova regra de segurança, e não no protocolo em si.
Se gere vários sites sobre a mesma stack, mantenha um registo partilhado de uma linha por cada incidente e respetiva resolução. Depressa lhe mostrará que quase todos os problemas vêm de três ou quatro causas recorrentes, e a partir daí poderá corrigir a raiz em vez de reparar site a site.